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Diante deste abismo aberto
Te jogas sempre olhando o incerto
Caminho que deixaste atrás.
Se choras, desfaleço ao ver-te,
Travando com a morte um flerte,
Sorrindo por sofrer demais.
Te vejo sem que tu me vejas,
Sentindo que no ar te adejas,
Rumando sempre ao mesmo cais.
Teu sonho, todo inteiro assim,
Mirando neste céu sem fim,
Me inspira a sempre amar-te mais.
(set/93)
Emerson Donizeti Batista