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Acima do Universo e das marquises,
Há um místico luar curvado em manto:
A imagem não tem sombras, só matizes
Do olhar que lança ao mundo o seu espanto.
Na terra nascem rios cujas fontes
São lágrimas perdidas, sem luar:
São mares dando luz aos horizontes
Na linha em que se perde o meu pensar.
No molde em que deixei-me descrever,
Nas linhas pontiagudas do meu ser,
Há cinzas de um Passado que esquecemos.
As portas entreabertas não tem chaves,
Por elas passam luzes como aves,
Trincando o grande espelho em que nos vemos.
(set/97)
Emerson Donizeti Batista