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Agora que a fissura se rompeu,
Tragando aquela imensa nuvem triste,
O amor que não te dei não é mais meu,
Nem minha aquela dor quando partiste.
É límpida a visão que perpassamos
Na luz de meio-tom do entardecer,
Mas tarde é sempre quando nos lembramos
Que um dia já foi tarde pra esquecer.
As horas se passavam como espinhos
Que ferem com beleza, escondidinhos,
No aroma irracional do meu juízo.
O amor que eu te daria eternamente
Rasgava como um raio a minha mente,
Enquanto eu me calava em teu sorriso.
(set/97)
Emerson Donizeti Batista