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Enquanto cegamente algum sentido
Renasce inconsciente dentro em mim,
Eu finjo que adormeço entorpecido
Na imagem tão disforme do meu fim.
E olhando ensandecido aquele rosto
Que inunda o meu silêncio e faz pensar,
Desfaço-me do tempo e do sol-pôsto
Flutuo e me arremesso pelo ar.
Defronte o sonho antigo e seu portal,
Sem noite que me faça amanhecer,
Um tempo se levanta além do mal
No dia que antecede ao meu nascer -
Imerso neste mundo ocasional,
Sem nada que lembrar ou que esquecer.
(set/97)
Emerson Donizeti Batista