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Agora, neste Adeus definitivo,
No espelho em que me vejo: o teu olhar,
Só resta ser o eterno-fugitivo
De ti que agora és livre em meu pensar.
Lembrando que esta vida é como um laço
Que alcança-nos por longe que estejamos,
Amor, é tarde e inútil neste espaço
Tentarmos nem saber pra onde vamos!
É pouco procurar a liberdade,
Se tudo sempre finda na vontade
De abrir o coração à insensatez.
O barro em que moldei tua presença,
Lembrando a gelidez da indiferença,
Na lágrima do Adeus já se desfez.
(set/97)
Emerson Donizeti Batista