despoema
 ADEUS, ADEUS

Agora, neste Adeus definitivo,
No espelho em que me vejo: o teu olhar,
Só resta ser o eterno-fugitivo
De ti que agora és livre em meu pensar.

Lembrando que esta vida é como um laço
Que alcança-nos por longe que estejamos,
Amor, é tarde e inútil neste espaço
Tentarmos nem saber pra onde vamos!

É pouco procurar a liberdade,
Se tudo sempre finda na vontade
De abrir o coração à insensatez.

O barro em que moldei tua presença,
Lembrando a gelidez da indiferença,
Na lágrima do Adeus já se desfez.

(set/97)

 

Emerson Donizeti Batista