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Ausência que me alcança, o que fizeste
Daquela em que depus todo o meu ser?
És tu que me retornas no cipreste
Cenário de promessas sem saber?
Ausência que me enlaça, és tu que existes
Na aurora deste dia sem luar?
És tu que vens ruflando as asas tristes
De amores que se foram sem chegar?
Princesa dos meus dias, que tu queres?
Que eu seja o teu poente em tarde amiga?
Contigo voltarei de onde estiveres,
Serás no meu destino uma cantiga.
Feliz tu me farás quando o quiseres,
Embora, por amor, eu não te diga.
(mar/97)
Emerson Donizeti Batista