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Ó noite que perfumas meu sonhar,
Derrama sobre mim tua oração.
És fúlgida lembrança dalgum mar
Que abraça o adeus que leva a embarcação.
Os ventos que sacodem lado a lado,
Enquanto o céu balança sem ter fim,
São frutos da ilusão de estar parado
No mar em que navego sobre mim.
Ó noite em que perdi aquela estrela,
Por culpa da ilusão dos navegantes.
É tarde neste mar para esquecê-la,
No mesmo céu de luzes tão distantes.
Eu fujo sempre e nem desejo vê-la,
Senão, meu céu sacode mais que antes.
(mar/98)
Emerson Donizeti Batista