despoema
 O CIÚME

Estranhas que hoje negue-lhe o sorriso,
Que esteja triste e quase indiferente;
A máscara dói mais que o ter juízo,
E amar consome o íntimo da mente.

Espera! Não me digas que sabias
De tudo e que nem queres me escutar.
A dor que me tragava tu não vias,
Nem finjas entender se eu confessar.

Tu sabes que a tristeza no sorriso
É fácil disfarçar quando é preciso...
Por isso é que comparo meu ciúme

À rosa que, ferida mortalmente,
No vaso em que agoniza lentamente,
Não nega nem beleza, nem perfume.

(mar/97)


 

Emerson Donizeti Batista