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No mar das incertezas eu navego,
Tão livre que nos ventos me liberto,
Alçando neste céu um vôo cego
Por sobre a solidão do mar deserto.
Nas nuvens minha mente se dilui
Ao vento que interrompe o vôo humano,
O céu então se torna um oceano,
Contendo o meu presente que não flui.
O vôo que descrevo neste abismo
Às leis dos meus desejos desafia:
Nas asas me liberto pelo ar,
Sentindo a solidão no Cataclismo
Que surge como um deus da maresia
Nos sonhos que deixei de navegar.
(mar/93)
Emerson Donizeti Batista