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Teus olhos são lagoas de águas turvas,
São pérolas castanhas como a lua.
Teu corpo, desnudado em vagas curvas,
Defronte ao meu desejo se insinua.
Olhando nos teus olhos, brevemente,
A estrela que fizeste ser constante,
Parece que meu corpo e toda a mente
Refletem meu desejo em teu semblante.
Surgiste em minha vida como um raio,
Qual vento mais cortante em mês de maio,
No instante em que nascia a Eternidade.
Destróis minhas angústias num sorriso,
Pois tens a liberdade que preciso
Viver como quem sente uma saudade.
(mar/93)
Emerson Donizeti Batista