despoema
 SONETO DA ALMA E DO CORPO

Teus olhos são lagoas de águas turvas,
São pérolas castanhas como a lua.
Teu corpo, desnudado em vagas curvas,
Defronte ao meu desejo se insinua.

Olhando nos teus olhos, brevemente,
A estrela que fizeste ser constante,
Parece que meu corpo e toda a mente
Refletem meu desejo em teu semblante.

Surgiste em minha vida como um raio,
Qual vento mais cortante em mês de maio,
No instante em que nascia a Eternidade.

Destróis minhas angústias num sorriso,
Pois tens a liberdade que preciso
Viver como quem sente uma saudade.

(mar/93)

 

Emerson Donizeti Batista