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Na noite incerta, a sombra, livremente,
Passeia pelo abismo do não-ser;
Flutua, feito corpo que não sente,
O medo permanente de querer.
Florestas verdejantes escondidas,
Por trás das vãs noturnas ilusões,
São almas delirantes esquecidas,
Temendo a sobrevinda de paixões.
E as sombras flutuantes de quem vive
Recolhem-se em mortais desilusões,
Tolhendo o afã secreto de ser livre.
E as puras degredadas confissões
Se perdem nos mistérios impossíveis
De um óbvio retinir de corações!
(jan/93)
Emerson Donizeti Batista