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se lágrimas derramo quase sem querer
na noite de delírios que a razão procura,
é a dor que em vão mitiga a chama do prazer
e o pranto recolhido na imortal ventura.
amores são caminhos que jamais terminam,
que vivem sempre sós na imensidão dos passos...
nos vagos horizontes a que se destinam,
sentir o passo forte é descobrir espaços.
nos sonhos, existindo, já trilhei caminhos,
sentindo a morte amena por viver demais.
ao longe, tudo é nada como dois espinhos,
dois cortes nesse abismo que de dor se faz,
dois raios destemidos a brilhar sozinhos
na luz da vida inteira que me brilha atrás.
(jun/93)
Emerson Donizeti Batista