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Além dos horizontes vai teu brilho,
Guiando a solidão de um trem vazio,
Sou eu que aos pés do ocaso descarrilho,
Fluindo em teu chamado como um rio.
Deslizo destemido e corto os ventos,
Flutuo nesta inércia que é querer.
Procuro-te na espera, nos tormentos,
Na brisa, no sorriso, no sofrer.
A busca é uma fagulha sem destino
Que brilha nestes olhos de menino
Que brinca de trenzinho no luar.
Sou eu que vou trilhando teu caminho,
Seguindo-te, e por isso mais sozinho
Que quando eu só ficava a te esperar.
(jun/97)
Emerson Donizeti Batista