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Atroz feito a certeza de sonhar,
Ao longe se aproxima o que serei,
Cravando a imensidão no meu olhar,
A imagem deste mundo que não sei.
Porém, se nada vale desejar,
Se tudo recomeça diferente,
Recolho meu destino ao seu altar,
Na ânsia que renasça no presente.
E a lágrima que verto em tom de prece
Escoa junto ao Nada em tom silente;
Jamais compreendi como pudesse
Viver meu sonho antigo no presente,
Mas vejo que não sinto o que entristece,
E sinto o que não vejo e o corpo sente.
(jun/95)
Emerson Donizeti Batista