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Contido neste ocluso firmamento,
Há tempos já não quero mais sair.
Sou pedra, pois nem dor experimento,
Nem sei onde ficou meu ir-e-vir.
Não sei nem mais sofrer por ser assim,
Nem lembro das andanças que já fiz.
Não tenho mais feridas dentro em mim,
Deixei meu coração na cicatriz.
Não restam mais rancor nem falsidade,
E a música sutil da liberdade
É um som que não consigo recordar.
Aqui não há silêncio, há solidão.
Deixai-me aqui em meio à escuridão
E não deixeis a luz me atormentar.
(jun/97)
Emerson Donizeti Batista