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O que dura no meu peito como o espaço
É o tempo que procuro sem cessar.
Não posso desviar-me dos meus passos -
Um sonho vale mais que não sonhar.
Pois tudo o que de mim provei ser livre
Vagueia junto ao vento que me expande
Adiante como a estrada que não vive
Sem ter sobre seu curso alguém que ande.
Janelas vão se abrir pelas manhãs
E a luz reverterá meu sonho inteiro.
Se outrora fui deserto em meu afã
Nas grades em que eu era prisioneiro,
Ao menos fiz da cela a guardiã
Da livre solidão dos forasteiros.
(jun/93)
Emerson Donizeti Batista