despoema
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Do novo pesadelo que me vem
Encher de solidão meu desengano,
Sonhar me custa ser aquele trem,
Trilhando a mesma trilha por insano.

Passaram-se portais como vulcões
E estradas longas, vivas como os rios.
Sonhei perdidamente as ilusões
Que agora são meus próprios desvarios.

E a noite, que refaz meu céu sem cor,
Procura na penumbra a luz fulgente.
Pois quando o sonho vem ao seu senhor,

Quebrando o vento inteiro livremente,
Afloram como as asas do condor
Os outros que me são profundamente!

(abr/93)




Emerson Donizeti Batista