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Atrás dos meus sentidos mora um monge
Que em noites de oração recobre a face.
E, assim, quando a saudade vem de longe,
Esquece aquela dor que lhe renasce.
É como a folha solta ao vendaval,
Que vai para onde aponte o norte errante,
Não sabe distinguir o bem do mal,
Não vê se o fim é próximo ou distante.
Um sonho que percorre a vida inteira,
Sentindo em seu percurso o brilho intenso,
Um louco transbordando a verdadeira
Saudade que flutua neste incenso
Que sobe em oração para onde queira
O som que Deus ouvir em meu silêncio.
(jun/93)
Emerson Donizeti Batista