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No meio do caminho havia um outro
Que a muitas outras sendas conduzia.
À beira do caminho havia um poço
Profundo em água límpida e vazia.
Os vastos horizontes se firmavam
Nos elos que uma noite desfazia.
Olhares se perdiam, mas buscavam
A noite que saltava à luz do dia.
Mas caso algum caminho se insurgisse,
Se o passo fosse fraco em que buscava,
Se um nobre caminhante desistisse
De dar um passo adiante de onde estava,
Jamais se ouviu de alguém que conseguisse
Saber se ia em frente ou retornava.
(set/96)
Emerson Donizeti Batista