despoema
PORTOS

À beira deste mar que dorme em mim,
Há brisas que me cortam sem chegar.
Sou eu que avanço rápido no fim
Que guarda as ondas dúbias de pensar.

Se adiante aquele porto é um curvo início
De fim que me surpreende a navegar,
Nas ondas me transporto no resquício
De mim que não me vi no espelho-mar.

Há portos neste mundo de partidas,
Que chegam sempre tarde em nossas vidas,
Querendo algum motivo de ficar.

Mas eu, que nem o mar hei conhecido,
Encontro neste porto o meu sentido
Nos mundos em que sei que vou chegar.

(out/96)


Emerson Donizeti Batista