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saber é concentrar-se cegamente
nos restos irreais que os corpos têm
de mundos desfocados, muito além
dos olhos profanados pela mente.
e enquanto objeto e luz não são ninguém
ressurgem flores novas novamente
a serem conhecidas tão somente
por corpos palpitantes que não vêem.
pois nada pode mais que a imagem pura
de idéias flutuando na tortura
de estar defronte as rosas de um segundo:
os corpos são fronteiras do passado
que o sonho, por desejos transpassado,
percorre corrigindo o amor e o mundo.
(nov/98)
Emerson Donizeti Batista