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Desfaz-se uma presença e nasce a busca
Insana como a queda sem barreiras,
E logo a noite chega: invade e ofusca
A mente envolta em fronhas traiçoeiras.
Dormir sem medo é um místico esquecer,
Pois nada cega mais que a luz da mente:
Dormir na solidão sem padecer
Do som que vem do adeus em dor silente.
Mas como despertar da despedida
Se o adeus é um sono eterno e dura a vida
Em todo o meu silêncio em que está imerso?
E como ver o sol rasgando o ar
Se a pálpebra reluta em sustentar
Aberta a curvatura do universo?
(mai/98)
Emerson Donizeti Batista