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DA GUERRA E DO AMOR
Se ao menos fosse guerra aquele adeus,
O fim de um mesmo amor que fora insano,
Talvez não me restassem mais os teus
Vestígios nas lembranças que ainda amo.
Talvez se um ódio imenso fosse a cura
Final daquela dor de amar-te ausente,
Meu corpo adormecesse na procura
Sem rédeas da razão cansada e crente.
Mas, eis que a indiferença não demora
E amar-te é não dizer que sei agora
Que é sábio quem amou e não reclama:
A dor da solidão em quem odeia
É a mesma dos amantes, pois rodeia
O medo de perder a quem se ama.
Emerson Donizeti Batista